quinta-feira, 12 de agosto de 2010

IBGE quer saber a minha cor.

O agente do IBGE que veio até minha casa (pela primeira vez em 10 anos) e agiu conforme instrução dada a todos os que estão a fazer o Senso 2010. Apesar de, no meu caso, ser o questionário básico – o mais simples – me perguntou qual era a minha cor. Fique meio atordoado em imaginar pra que serviria tal incentivo a segregação racial. E perguntei: – como assim? E ele me deu as opções: – branco, negro, pardo, amarelo, etc. Perguntei: – o que você acha? Respondeu que foi instruído a não interferir na resposta que deveria ser de responsabilidade do entrevistado, mesmo que fosse um "negro" afirmando ser branco. Lembrei que sou neto de portugueses por parte de mãe, mas que haviam mulatos na família do meu avô por parte de pai. Lembrei também que meu tipo sanguíneo era raro, encontrado com facilidade apenas em uma região da África. Mas olhando bem pra mim e considerando que estamos no inverno, respondi: – sou branco. Ainda meio confuso, me lembrando que apesar de neta de alemão, minha esposa era também bisneta de índios. Portanto, meus filhos têm sangue mulato+português+índio+alemão. E agora?
Essa questão ainda está sem resposta pra mim, por isso estou escrevendo. Pra quê o IBGE quer separar em raças, uma mistura tão bacana – da qual tenho muito orgulho – que chama ser "Brasileiro"? Uma mistura tão colorida que é quase homogênea. Mas que o governo, insiste em separar por cores.

Por: Ricardo Torres Homem

Um comentário:

  1. Tô dentro, Família. E depois deixa que eu, a entendida dessa parada aqui, vou editar e colocar tudo beeeem direitinho.

    Agora, quanto ao Censo... É triste. Pra quê medir cor, raça, religião? Deve causar menos problemas que medir pobreza ou saúde...

    Beijoca.

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